Bom do Dia

02 março 2007

Estranho do dia


20h08min, estou esperando minha página vir da Upec para começar a editar. Hoje é sexta-feira, 2/3.

Hoje, almocei com a Paula aqui em Porto Alegre. Era para ser só um simples almoço para eu conhecer o escritório de advocacia que ela montou aqui na Capital depois da formatura, em dezembro. Era para ser coisa rápida, uma hora de almoço antes de eu seguir para a Zero Hora, onde trabalho como jornalista.

Sim, foi rápido de verdade, mas a reflexão que me acometeu este almoço foi uma coisa da qual ainda não me recuperei. Passei a tarde inteira pensando nisso e, agora, escrevo sobre isso.

A Paula é advogada desde o ano passado e, para ela começar a carreira, a mãe dela montou um escritório caríssimo e chiquérrimo no Centro Empresarial InterCity, prédio anexo ao chiquérrimo Hotel InterCity, aqui em Porto Alegre.

Pois hoje eu fui lá conhecer a linda sala comercial, que está tudo de bom, muito bem decorada. Fomos almoçar no restaurante do Hotel InterCity. Ficou ela falando do novo escritório, da grana que foi montá-lo, da batalha que é conseguir clientes, da jornada diária, enfim, coisas de trabalho. E eu, é claro, também falei de trabalho: como está sendo trabalhar na Zero Hora, como é complicado pagar as contas da minha empresinha, do meu desejo de ter muitos clientes e, um dia, abrir um escritório.

De repente, parei e falei para ela:
– Peraí. Isso tudo é ridículo. Nós não somos uma advogada que tem seu próprio escritório e um jornalista que trabalha na Zero Hora. A gente é aquelas duas gurias que estudam na Feevale de manhã e que, à tarde, vão pro Jardim Mauá fumar cigarro escondido e calçando tênis. Isso tudo é um absurdo!
Jesus... o tempo está mesmo passando e eu estou, realmente, passando pela crise dos 25, se é que ela existe. Posso estar inventando uma nova modalidade de crise, é verdade, mas as coisas estão mudando.

Ainda lembro, no terceiro ano do segundo grau, a Paula falando que queria ser advogada e contando que o pai e a mãe dela o eram. E, naquela época, eu tinha o sonho de ser jornalista e, alcançá-lo, era uma coisa super distante. E agora eu e a Paula estamos com 25 anos, formadas há algum tempo, batalhando clientes e a sobrevivência no mercado. A vida passou super rápido...que chavão horroroso, mas é verdade. Dá medo. Mas vamos adiante, sem deprê! Todo o esforço há de ser recompensado. :)

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