Bom do Dia

24 dezembro 2007

Natal do ano....

Pelos meus cálculos, o último Natal legal que tive foi o de 2002, que já prenunciava o ótimo verão de 2003 que vinha pela frente. Mas o verão de 2003 é assunto para outro texto. O que quero falar aqui é dos natais tristes e modorrentos que venho tendo desde dezembro de 2003. Cada vez mais depressivos e melancólicos. Olhando no que se transformou o Natal da minha família hoje, nem parece que já tivemos Natais maravilhosos, nem parece que o dia 24 de dezembro, por muito tempo, foi para mim o dia mais esperado do ano.

E isso foi há menos de 20 anos... eu, minha irmã e minhas duas primas, todas da mesma idade, aguardávamos a data com ansiedade, já que o dia inteiro, desde a manhã de Natal, era pura festa. À tarde, brincávamos muito na casa da minha avó, só esperando a noite chegar.

A festa era linda e a família imensa: avós, quatro filhos (três deles casados) e oito netos... 17 pessoas! Muita alegria. Em geral, cada criança ganhava um presente de seus pais e mais ou menos o mesmo dos avós... e a gente brincava tudo o que podia já na noite de Natal mesmo. Lembro-me de que os presentes só eram dados depois da meia-noite, o que me faz acreditar que a festa só acabava depois das 4 horas. Mas posso estar enganada, porque quando se é criança, tudo parece ser maior, talvez até o tempo.

Bom... mas o tempo passou, todos os pais se separaram, alguns com mágoas, e essa festa acabou. Mas é uma pena, porque aquela alegria de tempos atrás ainda existe em nós, e não à toa toda a terceira geração da família se dá muito bem, com todos os lados, com todas as partes das separações.

Por um tempo, tentou-se reviver um pouco daqueles natais maravilhosos com a chamada maratona natalina: os primos passavam um pouco do Natal em suas casas, um pouco na casa dos avós, depois um pouco na casa de um dos primos. Não deu certo, o cansaço era imenso.

Quero ainda fazer um Woodstock natalino, com todo mundo daquele tempo em uma festa linda, em paz. Vai quem quer e se for, que venha para o bem.

Mas tem gente que não entende e não conseguiria isso. Aqueles tempos se foram mesmo e, agora, é preciso renovação e um novo começo com a nossa geração. A alegria dos primos vai ser garantida.

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